Vida regressou a normalidade em Mazeze
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 02 de Abril de 2024. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.
Para já os destaques:
🔸 Bispo de Pemba condena disseminação de imagens sobre terrorismo em Cabo Delgado
🔸 Vida regressou a normalidade em Mazeze
🔸 Analistas receiam que saída da SAMIM possa agravar segurança em Cabo Delgado.
O Bispo de Pemba repudia a disseminação de vídeos de decapitações por terroristas na província de Cabo Delgado por expressarem muita violência
Dom António Juliasse disse no sábado na vigília pascal que fica bastante chocado quando vê pessoas a partilharem vídeos com imagens horríveis de pessoas decapitadas, segundo cita a agência lusa.
Aquele líder religioso que também criticou a disseminação de vídeos de vítimas de acidentes de viação, diz que isso significa pregar a desgraça. Apelou à sociedade moçambicana para uma mobilização a favor da construção da paz e da solidariedade.
No posto administrativo de Mazeze, distrito de Chiúre, em Cabo Delgado, a vida tende a regressar a normalidade, semanas depois de uma série de ataques terroristas contra algumas comunidades locais.
Segundo a RM, as famílias que haviam fugido, de forma tímida, estão a regressar às aldeias de origem e se envolvem na produção do segundo ciclo. Entretanto os serviços básicos continuam paralisados.
Acrescenta a RM que as crianças ainda não retomaram as aulas. As unidades sanitárias que foram vandalizadas pelos terroristas estão fechadas, mas, estão em cursos algumas medidas para mitigar a falta dos serviços de saúde.
O vice-ministro de Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa que visitou a região, assegurou que o governo está a envidar esforços com vista a estabilização da região.
O Governo do Japão disponibilizou cerca de 1,7 milhões de dólares para ajuda humanitária aos afectados pelos ataques terroristas e desastres naturais na província de Cabo Delgado.
Falando durante o lançamento do projecto de apoio aos meios de subsistência para retornados na província de Cabo Delgado, o embaixador do Japão referiu que “prevê-se que o projecto de financiamento beneficie 16.750 pessoas vulneráveis que fugiram à violência armada na província”, sobretudo nos distritos de Quissanga, Mocímboa da Praia e Palma, entre os mais atingidos pelas incursões terroristas que desde 2017 têm assolado aquela província do norte do país.
Segundo o jornal o Pais, o apoio de Japão visa garantir que as pessoas tenham novos meios de subsistência baseados na agricultura e melhorar a segurança alimentar e nutricional e será implementado por três agências das Nações Unidas, nomeadamente a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).
Analistas entrevistados pelo Ikweli receiam que a saída da Missão da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral em Moçambique possa dar mais terreno aos terroristas, partindo do pressuposto da fragilidade técnica, logística e material das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas.
Para António Mutoua, director da Solidariedade Moçambique (SoldMoz), essa retirada poderá ser complicada para o país, aventando dias mais difíceis, porque esta [ a SAMIM] desempenhava um grande papel nos esforços de contra-insurgência.
Por seu turno o politólogo Arsénio Cuco entende que a retirada da SAMIM em Cabo Delgado deve ter tido em conta todos os aspectos para a não deterioração das condições de segurança para as comunidades.
Ainda de acordo com esta nossa fonte, a permanência da SAMIM em Cabo Delgado, deve ter permitido que Moçambique criasse “condições para que as Forças de Defesa e Segurança sejam responsáveis para permitir a segurança naquele lugar“
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