Terroristas protagonizam ataques em Montepuez e Mocímboa da Praia
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 07 de Fevereiro de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.
Para já os destaques:
🔸 Pundanhar retoma a normalidade após ataque
🔸 Mais de 80 escolas encerradas devido ao terrorismo em Cabo Delgado ainda por reabrir
🔸 Terroristas protagonizam ataques em Montepuez e Mocímboa da Praia
🔸 Terroristas continuam a escalar aldeia Pangane.
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Dias após o ataque terrorista de dia 25 de Janeiro, o posto administrativo de Pundanhar no distrito de Palma, mostra sinais de retorno a normalidade.
A Secretária Permanente do distrito de Palma, Laurinda Luciano, disse à Zumbo FM que a zona foi estabilizada com o reforço das forças de segurança, o que tem estado a permitir o retorno gradual dos moradores.
Em entrevista à Zumbo FM Notícias, um residente local destacou a melhora na segurança e o retorno à vida normal, tendo confirmado o reforço das forças de defesa e segurança.
Mais de setenta escolas que haviam sido encerradas devido ao terrorismo, em Cabo Delgado, reabriram para o ano lectivo que teve o seu inicio na terça-feira à escala nacional.
Segundo a Rádio Moçambique, a informação foi avançada pelo Porta-voz do sector da educação que avançou que das mil e doze escolas existentes na província, apenas novecentas e vinte e quatro estarão em funcionamento, faltando 88 por reabrir.
Rachid Sualé disse que Mocímboa da Praia, Macomia, Ancuabe, Quissanga, Ibo e Meluco, são os distritos que deverão reabrir alguns estabelecimentos de ensino.
Grupos de terroristas continuam a circular nas aldeias do Posto Administrativo de Mucojo e, com frequência, "visitam" a aldeia de Pangane, actualmente local que alberga várias famílias que decidiram regressar às suas casas, vindas da vila de Macomia.
Segundo a "Carta", a presença dos terroristas nas aldeias de Mucojo, e de modo particular em Pangane, ocorre quase sempre, não obstante as frequentes patrulhas conjuntas das forças moçambicanas e ruandesas tendentes a eliminar os insurgentes naquela região de Cabo Delgado.
Para além de Pangane, o posto administrativo de Mucojo está a registar igualmente regresso da população nas aldeias da zona sul.
Os Insurgentes apoiados pelo Estado Islâmico atacaram a aldeia de Nicocue no distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, no dia 3 de Fevereiro.
Uma fonte local disse ao Zitamar News que a aldeia foi saqueada, mas não houve vítimas relatadas.
Informações postas a circular nas redes sociais, indicam que forças de defesa e segurança e locais tinham sido destacadas de Montepuez para perseguir os insurgentes e garantir segurança à população.
Entretanto, segundo o mesmo jornal, o Estado Islâmico afirmou no domingo ter atacado um quartel do exército moçambicano na aldeia de Mitope, no distrito de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, apreendendo armas, munições e queimando cerca de 20 casas e lojas na aldeia.
Bem-vindos de novo à Rádio PSMP, onde vos trazemos as histórias, as vozes e as ideias que moldam as nossas comunidades. Hoje, vamos abordar um tema que nos toca profundamente a todos: a comunicação e a colaboração.
Como é que nos relacionamos uns com os outros de forma significativa? Como é que reforçamos a liderança, promovemos a paz e construímos a unidade através do diálogo? Estas são as questões que vamos explorar no programa de hoje.
Por isso, pegue num copo de água, sente-se e vamos começar a falar!
Segmento 1: A arte da comunicação
A comunicação não é apenas falar - é ouvir, trocar experiências e aprender uns com os outros. Há pouco tempo, tivemos a oportunidade de estabelecer contacto com as comunidades de Palma durante um seminário, o que nos recordou como a liderança se desenvolve quando se empenha no processo de consulta.
Uma das experiências mais poderosas que testemunhámos foi ver as mulheres a terem espaço para serem ouvidas e consideradas. Em muitos aspectos, esta é a base de qualquer comunidade forte - garantir que todas as vozes sejam importantes.
Uma participante disse: “Para mim, a comunicação tem a ver com compreensão. Se dedicarmos algum tempo a ouvir, aprendemos muito mais do que se continuarmos a falar.”
Outro mencionou: “É uma questão de ligação. Quer seja com a família, amigos ou colegas, a forma como comunicamos determina a qualidade das nossas relações.”
Mas a comunicação é apenas o começo. Vamos falar sobre como ela conduz à colaboração.
Imagine o seguinte: deram-lhe um quebra-cabeças para resolver, mas cada pessoa do seu grupo tem uma peça diferente. Não o conseguem completar sozinhos. Este foi um exercício que vimos durante o workshop e que nos mostrou algo simples mas profundo: a união e a colaboração ajudam-nos a atingir objectivos comuns.
A colaboração é construída com base em valores essenciais, valores que influenciam não só as nossas relações, mas também as sociedades que criamos.
Vamos explicá-los em pormenor:
- Amor pelos outros e respeito mútuo - Tratar os outros como gostaríamos de ser tratados.
- Paz com os outros - Valorizar a convivência e a compreensão.
- Empatia - Colocar-se no lugar de outra pessoa.
- Perdão - A coragem de perdoar e ser perdoado.
- Interação social - Envolver-se e relacionar-se com as pessoas de forma significativa.
Quando abraçamos estes princípios, passamos da simples convivência para uma verdadeira colaboração. E é aí que a verdadeira mudança começa.
Agora, vamos falar de algo ainda maior - como a comunicação e a colaboração podem produzir uma verdadeira mudança.
O diálogo ensina-nos a olhar para além das diferenças étnicas, religiosas ou pessoais e a focarmo-nos no que nos une.
Quando criamos espaços para uma discussão aberta, como o seminário do projeto Paz e Estabilidade em Pemba, celebramos a diversidade ao mesmo tempo que reconhecemos a nossa humanidade comum.
- Manter a calma - Aprender a comunicar sem deixar que as emoções tomem conta de nós.
- Fé - Acreditar no poder da mudança, passo a passo.
A mudança não começa com governos ou instituições - começa connosco. Começa em casa, nas nossas interações do dia a dia, na forma como nos tratamos uns aos outros. Por isso, perguntemo-nos: estamos a ser o exemplo que desejamos ver no mundo?
O objetivo final da comunicação e da colaboração é a paz. Mas a paz não é apenas a ausência de conflito - é a presença de compreensão, cooperação e respeito.
Para percorrer este caminho, temos de
- Acabar com a divisão e o tribalismo que criam barreiras desnecessárias.
- Mudar os nossos comportamentos e atitudes para abraçar a unidade.
- Construir pontes em vez de muros.
Porque quando nos juntamos, somos mais fortes. E juntos, podemos criar um mundo onde a violência, a inveja e o medo são substituídos pela compaixão, cooperação e esperança.
Ao terminarmos o programa de rádio Paz e Estabilidade de hoje, lembrem-se disto: a comunicação e a colaboração não são apenas conceitos. São acções. São escolhas que fazemos todos os dias na forma como falamos, ouvimos e trabalhamos com as pessoas à nossa volta.
Portanto, vamos dar o primeiro passo hoje. Falar com alguém. Ouvir alguém. Construir algo juntos.
Até à próxima vez, despedimo-nos do programa de rádio Paz e Estabilidade.
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