Terroristas apoiados pelo Estados Islâmico reivindicam a morte de 11 militares em Muidumbe

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16 Maio, 2025

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 16 de Maio de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.

Para já os destaques:

🔸 Terroristas apoiados pelo Estados Islâmico reivindicam a morte de 11 militares em Muidumbe

🔸 PR diz que  as FDS trabalham para 'salvar' Reserva Especial de Niassa

🔸 Enfermeiros de Mocimboa da praia reafirmam compromisso de atendimento à população.

Pode ouvir esta edição na sua língua de escolha, desde Português, Emakhuwa, Kimwani ou Shimakonde. Visite a nossa página, avoz.org, para escolher a sua língua de preferência ou através dos nossos canais de WhatsApp ou Telegram.


Os grupos terroristas apoiados pelo Estado Islâmico (EI) afirmam ter morto 11 soldados moçambicanos durante um ataque mortal a uma aldeia no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, na última sexta-feira.

Segundo a Zitamar News, o ataque ocorreu na aldeia de Primeiro de Maio, na manhã do dia 9 de Maio, na aldeia  Primeiro de Maio, que está localizada a cerca de 4 quilómetros de Miangalewa, ao longo da estrada N380.

De acordo com o relatório da Amaq News, citado por aquela publicação, os insurgentes teriam incendiado cabanas militares e capturado armas e munições durante a operação.

Fotografias divulgadas pelo EI parecem mostrar mais de 11 insurgentes envolvidos no ataque. Pelo menos sete corpos de soldados moçambicanos são visíveis nas imagens, embora o número exato de vítimas ainda não tenha sido verificado. Este pode ser o incidente mais letal para as forças moçambicanas desde 12 de fevereiro de 2024, quando 25 militares morreram num ataque em Mucojo, distrito de Macomia.

Fontes locais relataram à Zitamar News que a atividade insurgente na área havia aumentado nos dias que antecederam o ataque. Na noite de 8 de Maio, residentes de Miangalewa começaram a fugir em direção a Chai e Litamanda, no distrito vizinho de Macomia, após ouvirem tiros vindos da direção de Primeiro de Maio.

No Domingo, dois dias após o ataque em Muidumbe, os insurgentes teriam invadido campos nos arredores da aldeia de Magaia, também no distrito de Muidumbe, sequestrando várias mulheres. Segundo relatos locais, uma das mulheres conseguiu escapar e alertar a comunidade.


O Presidente da República de Moçambique e Comandante-em-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel Chapo, garantiu que o governo está a tomar medidas firmes para evitar que a Reserva Especial do Niassa se transforme numa nova base de operações terroristas, como aconteceu anteriormente na província de Cabo Delgado.

A posição do Chefe de Estado foi manifestada em conferência de imprensa na Tanzania no término da sua visita naquele país, onde parte dos terroristas é originária.

"Neste momento houve esses ataques, mas estamos a trabalhar com as nossas Forças de Defesa e Segurança, que estão no terreno a perseguir os terroristas. Os desenvolvimentos dos últimos dias mostram que essas forças estão a alcançar os seus objetivos”, assegurou Daniel Chapo.

O Presidente sublinhou que o objetivo principal é preservar a Reserva Especial do Niassa como um destino turístico e ecológico de referência, protegendo-a de se tornar um foco de instabilidade e violência armada.


Os enfermeiros do distrito de Mocímboa da praia, em Cabo Delgado, sublinharam o seu compromisso e comprometimento na luta contra as doenças endêmicas como a tuberculose, HIV Sida, a cólera, malária, pra além da pobreza, corrupção e o terrorismo.

Na sua mensagem, apresentada no dia 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro, aqueles profissionais disseram que regressaram àquele ponto para honrar o lema "Nosso maior valor é a vida".

Por sua vez, Nelson Guambe, director do Serviço Distrital de Saúde Mulher e Acção Social de Mocimboa da praia, disse na sua intervenção  que o Distrito conta atualmente com 70 Enfermeiros Gerais e de Saúde Materno Infantil para mais de 160 mil habitantes, o que representa um rácio de cerca de um enfermeiro para mais de dois mil habitantes.

Este número encontra-se além da média estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que preconiza um enfermeiro para cada mil habitantes, o que revela que Mocimboa da praia tem insuficiência dos profissionais de enfermagem.


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