Terroristas alegam a morte de 30 militares em combates em Macomia
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 14 de Julho de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.
Para já os destaques:
🔸 Governo de Quissanga nega que professores estejam expostos a ataques terroristas
🔸 Educação e Saúde apontados como sectores mais corruptos em Cabo Delgado
🔸 Terroristas alegam a morte de 30 militares em combates em Macomia.
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O Governo do Distrito de Quissanga desmente a informação da existência da obrigação da presença de professores nas zonas consideradas inseguras, devido aos ataques terroristas.
O administrador de Quissanga, Sidónio José, convocou uma conferência de imprensa para desmentir o suposto regresso de professores às zonas consideradas de alto risco de ataques terroristas.
Segundo "O País", além de desmentir o suposto regresso forçado dos professores às zonas consideradas inseguras, o Governo do distrito de Quissanga acusa a classe de propagar ondas de desinformação.
Para demonstrar a normalização da segurança e incentivar o regresso voluntário dos professores às zonas de origem, o Governo de Quissanga vai, brevemente, deixar a cidade de Pemba, onde esteve a funcionar desde o último ataque terrorista registado em Março de 2024.
O Gabinete de Combate Contra a Corrupção, junto da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, denunciou terça-feira (08) o aumento alarmante de esquemas de subornos sistemáticos nos sectores da Saúde e da Educação, onde cidadãos são forçados a pagar para aceder a empregos públicos.
A denúncia foi feita por Amilton Menete, responsável daquele gabinete, em entrevista à Zumbo FM Notícias, no âmbito das comemorações do Dia Africano de Combate à Corrupção, cujas cerimónias centrais tiveram lugar este ano na província de Cabo Delgado.
Segundo Menete, os sectores da Saúde e da Educação figuram entre os mais afectados por práticas corruptas recorrentes, que violam princípios de mérito e justiça, minando a confiança nas instituições públicas.
"Nos últimos tempos, os casos de corrupção no sector da Saúde estão a aumentar. Também temos o sector da Educação, principalmente na questão da promessa de emprego, pagar para ter uma vaga, seja na Saúde, seja na Educação. Esses são os pontos mais críticos ao nível da província de Cabo Delgado”, afirmou o procurador à Zumbo FM.
O magistrado alertou ainda que este tipo de corrupção bloqueia o acesso justo ao emprego público, prejudicando especialmente os jovens e os cidadãos de baixa renda, que ficam excluídos do sistema por não conseguirem pagar os valores exigidos.
O distrito de Macomia, na província de Cabo Delgado, continua palco de significativa actividade insurgente nas últimas duas semanas, considera o último relatório do observatório do conflito no norte de Moçambique, Cabo Ligado.
Lê-se no documento que as forças de segurança abandonaram o acampamento após incidente na base Catupa, mas o administrador de Macomia, Tomás Badae, disse em 27 de junho que a base havia sido recapturada.
No então, dia seguinte após à fala de Badae à imprensa, a agência de notícias do Estado Islâmico, Amaq, noticiou que insurgentes mataram 30 soldados em 27 de junho em um ataque a outra base militar na vila de Quiterajo, na costa de Macomia.
Este número não foi comprovado. A reportagem incluía uma imagem de 13 corpos em uniforme militar. Fontes locais confirmaram o ataque, mas não corroboraram a alegação de 30 mortes. Se confirmado, esse seria um dos maiores números de baixas entre as forças de segurança relatadas em um único incidente.
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