Situação ainda bastante confusa na zona de Pangane

Os relatos que levaram centenas de pessoas a fugir e retornando à vila de Macomia continuam confusos em relação ao detalhe e circunstâncias em que terão ocorrido.
27 Setembro, 2023
Foto: Heitor Mondlane

O distrito de Macomia, particularmente os postos administrativos de Mucojo e Quiterajo, continuam a apresentar-se como as que tem os maiores desafios no que concerne ao restabelecimento da ordem e segurança. A situação piorou nos últimos dias por conta da circulação de relatos de supostos recrutamentos, decapitações e ordem de evacuação da população civil, pelo menos na aldeia Pangane.

Entretanto, os relatos que levaram centenas de pessoas a fugir e retornando à vila de Macomia continuam confusos em relação ao detalhe e circunstâncias em que terão ocorrido.

Por exemplo, em relação aos recrutamentos, as últimas informações dizem que, contrariamente à informação inicial, não chegou a haver recrutamento, mas sim somente “aviso” de grupos terroristas de que haveria, nos próximos tempos, necessidade de recrutamento. Também há contradição em relação à ordem de evacuação. Uns falam de uma ordem dada por terroristas. Outros de uma ordem das Forças de Defesa e Segurança, para as chamadas de “vasculha” e “perseguição”.

Sobre o rapto do líder comunitário local, circulam agora informações sugestivas de a acção ter sido protagonizada por elementos das Forças de Defesa e Segurança, supostamente para extorsão de valores monetários.

Apesar destas contradições, o certo mesmo é que muita gente que tentava reerguer-se em Pangane, uma zona com grande potencial piscatório, está agora, de novo, na condição de população deslocada, na vila de Macomia.

Texto co-produzido com a Zitamar News no âmbito do projecto Cabo Ligado, em parceria com a ACLED. A presente matéria é da responsabilidade do mediaFAX

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