Resumo do Cabo Ligado Update: 24 de Julho-6 de Agosto de 2023

Após mais de um mês de intensificação da violência em Cabo Delgado, a última quinzena foi relativamente calma, embora os insurgentes continuem a circular ao longo da costa de Macomia. Pelo menos dois casos de forças de segurança visando civis também foram relatados.
11 Agosto, 2023

O incidente mais significativo ocorreu em torno do Lago Nguri, no distrito de Muidumbe, a 30 de Julho, onde pelo menos sete civis foram mortos. Fontes afirmam que a maioria, ou todas as vítimas eram mulheres. Não está claro se os insurgentes ou as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) foram os responsáveis. O lago situa-se a cerca de seis quilómetros a norte de Choi, onde sabe-se que os insurgentes têm uma base.

Na sede do distrito de Nangade, um membro da Força Local foi detido pela polícia depois de ter sido acusado de violar uma jovem de 17 anos, a 24 de Julho. Uma semana depois, a 1 de Agosto, um homem foi alegadamente espancado até ficar inconsciente em Mocímboa da Praia pela Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia e foi resgatado pelas Forças de Segurança do Ruanda, disse uma fonte a Cabo Ligado.

Entretanto, os insurgentes apareceram duas vezes em Pangane, em Macomia. Primeiro, a 29 de Julho, um grande grupo chegou e comprou diversos produtos. Cerca de uma hora depois, uma coluna de veículos militares sul-africanos passou pela aldeia em patrulha, afirmou uma fonte. A 3 de Agosto, um grupo insurgente voltou a entrar em Pangane, liderado por Muamudo Saha, segundo uma fonte. O histórico de Saha foi traçado pelo Instituto Moçambicano de Estudos Sociais e Económicos. No mesmo dia, cerca de 25 insurgentes compraram peixe na aldeia de Marere, em Mocímboa da Praia, a norte da fronteira de Macomia, informou outra fonte, acrescentando que este grupo era liderado por Mussa Daniel, outra figura de renome na insurgência, natural da aldeia de Cobre, a menos de 30 km a sul de Marere.

O portal de notícias online Integrity Magazine informou que o ataque insurgente em Quiterajo, a 10 de Julho, no qual o Estado Islâmico (IS) alegou ter morto três soldados das FADM, resultou, de facto,  em 25 mortes depois que um soldado ter pisado em uma bomba. Embora pareça improvável que o EI não tenha reivindicado a responsabilidade por essas mortes, uma fonte afirma que cerca de 28 soldados foram dados como desaparecidos em ação na sequência do incidente.

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