Presidente do município do Ibo fala de “retoma” mas confirma recolher obrigatório
Entretanto, Issa Tarmamade, em contacto telefónico com o canal público de radiodifusão não escondeu a realidade de medo que paira no seio de populares, tendo em conta os receios de uma iminente incursão terrorista à vila do Ibo. O receio resulta do facto de bandos terroristas idos da sede de Quissanga terem entrado para a Ilha Quirimba, 16 milhas da sede distrital do Ibo, na madrugada de domingo.
Por outro lado, Issa Tarmamade deu a conhecer que as autoridades administrativas e da ordem e segurança estabeleceram um horário limite para a circulação de pessoas ao longo da ilha, confirmando, deste modo, o recolher obrigatório decretado com o objectivo de garantir que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) tenham espaço de fazer melhor monitoria no distrito.
“Dizer que aqui na vila sede do Ibo a vida está normal. Orientamos que, a partir das 20 horas, devia estar fechado e haver pouca circulação das pessoas, visto que a essa hora a nossa segurança tem de trabalhar” – disse Issa Tarmamade, acrescentando que a situação de segurança na ilha de Quirimba estava a afectar a actividade pesqueira na vila do Ibo. É que ontem, por exemplo, poucos barcos desceram à faina.
Pente fino no transporte de e para Pemba
Uma das áreas que está a ser monitorada de forma minuciosa para evitar que alguns terroristas se infiltrem junto de passageiros que vão a Ibo, o presidente do município local avançou que em caso de saída de um barco de Pemba com destino à ilha, as autoridades administrativas e da ordem e segurança são comunicadas, assim como acontece o mesmo cenário para casos de barcos que saem do Ibo para Pemba.
“Também o transporte de Pemba para cá, os barcos trazem normalmente produtos alimentares, mas temos de falar a mesma linguagem. Saber quantos barcos saem hoje de Pemba para o Ibo e do Ibo para Pemba. Tudo isso verificado, com os respectivos donos dos barcos, tripulação, os passageiros” – explicou Tarmamade, recordando que o “inimigo tem várias faces, daí que é importante agudizar a vigilância sobre quem é quem na ilha”.
Em relação à actual situação em Quissanga e Quirimba, fontes insistiam, até a tarde de ontem, que os terroristas continuavam na sede distrital de Quissanga. Fala-se de um número cada vez maior de terroristas que “passeiam classe” por quase todos os bairros da vila. (Redacção)