População satisfeita com retoma de escolta militar no troço Macomia-Oasse
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 01 de Agosto de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.
Para já os destaques:
🔸 População satisfeita com retoma de escolta militar no troço Macomia-Oasse
🔸 Estado islâmico reivindica ataques em Chiúre
🔸 Namparamas entram em acção para combater insurgentes.
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A estrada nacional 380, no troço entre Macomia e Awasse, no norte da província de Cabo Delgado, voltou a ter trânsito com a retomada da escolta militar, após cerca de um ano de paralisação. A circulação tinha sido interrompida devido à presença de grupos armados e a ataques terroristas.
Entretanto, os residentes de Macomia mostram-se satisfeitos com a decisão de introduzir a escolta militar desde a vila sede de Macomia até ao cruzamento de Awasse, no distrito de Mocímboa da Praia.
Cassimo Salimo, presidente da Associação dos Transportadores de Cabo Delgado, considera a medida positiva e está a trabalhar para tornar a escolta mais flexível.
Maria Joaquim, uma vendedora ambulante, considera a medida positiva, visto que, há mais de seis meses, não conseguia deslocar-se com segurança para outros locais para vender os seus produtos.
Salimo Amade, motorista de transporte de passageiros, afirmou que, anteriormente, se recusava a transportar pessoas neste troço, pois era muito perigoso, mas que, com a presença dos militares, voltou a trabalhar com mais confiança.
O Estado Islâmico de Moçambique (EIM) reivindicou a autoria de uma série de ataques no distrito de Chiúre, na província de Cabo Delgado, tendo como alvo as aldeias de Chiúre-Velho e Ntonhane.
O grupo afirmou também ter atacado a aldeia de Napala e outras aldeias no distrito, como parte da sua ofensiva para sul na província de Cabo Delgado.
Segundo a Zitamar News, na quinta-feira, dia 24 de julho, os insurgentes atacaram Chiúre-Velho, tendo incendiado casas e uma viatura das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.
Tal forçou milhares de pessoas a fugir do posto administrativo de Chiúre-Velho, situado a cerca de 22 km da sede do distrito.
Num vídeo visualizado pela Zitamar News, os combatentes posam com a bandeira do Estado Islâmico em frente ao posto policial.
Tanto os habitantes como as autoridades locais tinham abandonado a vila antes da invasão. O administrador distrital de Chiúre, Oliveira Amimo, confirmou o ataque em entrevista à agência de notícias portuguesa Lusa, afirmando que os insurgentes tinham como alvo as comunidades de Chiúre-Velho e Mazeze.
O EIM também assumiu a responsabilidade por um ataque ocorrido no dia 24 de julho no distrito de Chiúre, mais concretamente na vila de Ntonhane, a 5 km do rio Lúrio, que faz fronteira entre as províncias de Cabo Delgado e Nampula. O grupo alegou ter matado uma pessoa e incendiado casas. Fontes locais relataram a presença de insurgentes na área, mas não puderam confirmar a ocorrência de mortes.
Na segunda-feira, o EIM assumiu a responsabilidade por um ataque em Napala, mas esta informação não foi confirmada por fontes locais.
Os Namparamas entraram em ação na segunda-feira, dia 28, contra insurgentes no posto administrativo de Ocua, na comunidade de Lacua, localizada na localidade de Samora Machel, no distrito de Chiúre, no sul da província de Cabo Delgado.
Segundo o blogue Mozanorte, os terroristas percorreram o distrito de Chiúre numa maratona de violência que começou em Ancuabe, onde incendiaram a aldeia de Nanduli e decapitaram seis pessoas nas imediações da aldeia de Intutuupe.
Avançaram depois para o distrito de Chiúre, passando pela aldeia de Nantavo, onde incendiaram a sede do posto administrativo de Chiúre Velho e destruíram infraestruturas públicas.
Ao longo do percurso pelas Quedas do Rio Lúrio, incendiaram as aldeias de Nahavara e Ntonhane e decapitaram uma pessoa encontrada em estado de embriaguez.
Posteriormente, incendiaram a aldeia de Maririni, localizada na zona onde o rio Lúrio desagua, pondo fim a uma incursão no posto administrativo de Chiúre Velho.
No dia 27 de julho, os terroristas prosseguiram a sua jornada, entrando no posto administrativo de Ocua, nas proximidades das aldeias de Napela até Nifussacove, e pernoitando na comunidade de Lacua. Foi nesse local que os Namparamas se mobilizaram para entrar em ação.
Os postos administrativos de Ocua, Namogelia e Catapua são dominados pela força tradicional conhecida como Namparamas.
Ao tomarem conhecimento da presença dos terroristas em Ocua, os Namparamas de Namogelia, Samora Machel, Catapua e do distrito vizinho de Namuno decidiram concentrar-se na comunidade de Chiuco, preparando-se para um confronto direto com o grupo armado que aterroriza a província de Cabo Delgado.
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