População de Cabo Delgado pede reintrodução de escolta

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3 Maio, 2025

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 02 de Maio de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.

Para já os destaques:

🔸 Entidade da União Europeia contra cancelamento do financiamento militar às forças Ruanda em Moçambique

🔸 Contínua violação dos direitos humanos em Cabo Delgado preocupa a Comissão Nacional dos Direitos Humanos

🔸 População de Cabo Delgado pede reintrodução de escolta

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Apesar do envolvimento do Ruanda no conflito na República Democrática do Congo, o Serviço Europeu para a Acção Externa (SEASE) se opôs à suspensão imediata da ajuda financeira à Força de Defesa de Ruanda, no norte de Moçambique.

Segundo a África Intelligence, o pedido do Grupo de Trabalho África do Conselho da União Europeia, composto por representantes dos 27 Estados-Membros da UE, o Serviço Europeu para a Ação Externa realizou, em meados de Abril, uma avaliação sobre a suspensão ou não do apoio de Bruxelas à intervenção da Força de Defesa de Ruanda (FDR) na província moçambicana de Cabo Delgado.

Ao final da sua avaliação, o SEAE manifestou-se contra a suspensão imediata do apoio europeu, uma ação que considera ineficaz para forçar Kigali a intervir na questão congolesa, relatou a África Intelligence.

Embora as suas recomendações não sejam vinculativas, serão debatidas no próximo Comité Político e de Segurança (que também reporta ao Conselho da UE), o único órgão com poderes para tomar tal decisão.


Alguns cidadãos que vivem em Cabo Delgado pedem ao Governo a reintrodução de escoltas militares para a zona norte da província, devido ao clima de insegurança provocado pelos terroristas.

“A situação de segurança nas estradas para o norte da província está complicada e exige uma escolta das Forças de Defesa e Segurança”, reclamou Nuro Amade, um residente do distrito de Mocímboa da Praia, falando ao jornal "O País"

Segundo os cidadãos que fazem viagens frequentes para o norte de Cabo Delgado, o grupo armado continua com emboscadas ao longo da EN380.

“Nós continuamos a viajar apenas por falta de alternativas de sobrevivência, e algumas pessoas não chegam ao destino porque são capturadas pelo grupo armado”, descreveu Saide Juma, um motorista de camiões que faz viagens frequentes de camião para reabastecer a zona norte de Cabo Delgado, aquele jornal.

As autoridades não se mostram disponíveis para responder ao pedido de reintrodução de escoltas, apesar de várias tentativas feitas pelo jornal.

As escoltas foram introduzidas em 2021, após a reabertura EN380, que ficou fechada por quase um ano, e foram interrompidas em meados do ano passado, pouco depois de as Forças Armadas do Ruanda terem instalado um quartel no distrito de Macomia.


O Chefe do Departamento da Promoção de Direitos Humanos na Comissão Nacional dos Direitos Humanos, José Cartela, expressou profunda preocupação com a situação dos deslocados internos e a contínua violação dos direitos humanos na província de Cabo Delgado.

Em entrevista exclusiva concedida à Zumbo FM Notícias, durante a sua visita de trabalho à cidade de Pemba, em Abril, o responsável defendeu a necessidade urgente de os órgãos do Estado e os parceiros de cooperação reforçarem a proteção das populações afetadas pelos conflitos armados.

Cartela denunciou a dupla origem das violações de direitos humanos, tanto pela ação dos grupos insurgentes como pelo uso excessivo da força por parte das forças de defesa e segurança.

O dirigente destacou que os direitos consagrados na Constituição da República devem ser respeitados, com especial atenção ao direito à vida, que está a ser gravemente ameaçado.


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