Nyusi diz que o país já está a trabalhar no reposicionamento das FDS

O Presidente da República e Comandante em chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS) diz que a retirada das forças integradas na Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SAMIM, no acrónimo em inglês) não vai significar o fim do combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Assim, assegurou Filipe Nyusi, o Estado está já a trabalhar no que considera “intensificar” a força no terreno.
25 Março, 2024

“Portanto, estamos já a trabalhar no sentido de o Estado intensificar a força no terreno porque nós achamos que temos de estar sempre em vantagem em relação a eles porque o país é nosso. A cooperação, a união de todas as forças do mundo contra o terrorismo vão continuar e prevalecer” – avançou Filipe Nyusi, falando à imprensa moçambicana, no fim da cimeira extraordinária da Troika do órgão sobre a Cooperação nas áreas de Política, Defesa e Segurança e a Troika da SADC, que teve lugar sábado, em Lusaka, República da Zâmbia.

Para Filipe Nyusi, é importante que se compreenda que, antes de qualquer apoio internacional, é missão de todos os moçambicanos criarem pontes de união no combate ao terrorismo.

“O melhor substituto é o moçambicano. Quando vem outro país, em todos os momentos temos de ser nós a nos preparar para isso [retirada]. Não estamos distraídos. Estamos a trabalhar nesse sentido. E esses países vão ser sempre necessários, não só a nível da SADC” – disse Filipe Nyusi, em tom de agradecimento em relação ao apoio que está a ser dado pela SADC, há sensivelmente três anos.

Oficialmente, a SAMIM termina a missão a 15 de Julho, mas há indicações de que a retirada está já a decorrer de forma gradual.

“Tudo indica que até por aí 15 de Julho poderá constar como uma data em que se retiram e enquanto isso, como país, nós vamos continuar a intensificar as nossas forças, os países também se ofereceram para bilateralmente trabalhar connosco” – confirmou Filipe Nyusi, reiterando e ressalvando a ideia de o fim da missão não significa o fim da cooperação com a SADC, tanto que continuarão a haver contactos para a monitoria e avaliação tendo sempre presente a lógica de que ataque a um país da região corresponde a ataque a toda região.

Além de avaliar a situação em Moçambique, a cimeira extraordinária da SADC discutiu, igualmente, a situação prevalecente na República Democrática do Congo, particularmente na região leste, onde o M23 continua a ser acusado como um dos grupos responsáveis pela instabilidade e terror. O Ruanda, o principal aliado bilateral no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, continua a ser apontado como mentor e financiador do grupo.

Aliás, a cimeira fez uma ligeira menção ao assunto, tendo manifestado “a sua desaprovação relativamente ao conteúdo da correspondência enviada pela República do Ruanda à Comissão das Nações Unidas e da União Africana sobre o apoio à SAMIDRC”. (Redacção)

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