Nyusi admite que se o terrorismo tivesse rosto a solução seria diálogo
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Para já os destaques:
🔸 Nyusi admite que se o terrorismo tivesse rosto a solução seria diálogo
🔸 CEO da Total preocupado com ataque à vila de Macomia
🔸 Chefe do Estado confirma novo contingente militar ruandês em Cabo Delgado
O Presidente da República, Filipe Nyusi, admite que se o terrorismo que apoquenta a província de Cabo Delgado tivesse rosto e se os seus mentores tivessem declarado as suas reais motivações, o governo já teria embarcado pelo diálogo como solução para o problema.
Nyusi falava numa cimeira em Kigali, capital do Ruanda, sobre o problema da segurança no continente e em Moçambique em particular.
Por isso, Nyusi afirma que não existe outra hipótese senão combater o fenómeno do terrorismo que, em Mocambique, atingiu o auge em 2021, e referiu que a situação de Moçambique é melhor que de alguns países africanos onde decorre a exploração dos recursos naturais.
Garantiu que, apesar do fenómeno do terrorismo no norte do país, os investimentos em Moçambique estão a acontecer em todas as áreas de actividade, tais como energia, agricultura, infra-estruturas e transportes.
O presidente-executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, expressou preocupação com o ataque dos insurgentes à vila de Macomia, na província de Cabo Delgado, na sexta-feira passada, 10 de Maio.
Patrick falava após uma reunião com o Presidente Filipe Nyusi numa conferência em Kigali.
Segundo a Zitamar News, Pouyanné disse aos jornalistas que a TotalEnergies estava “um pouco preocupada” com a actividade insurgente no sul de Cabo Delgado e que recebeu um briefing de Nyusi sobre o ataque em Macomia.
De acordo com aquele jornal, Pouyanné insistiu que a segurança no norte da província de Cabo Delgado estava “sob controlo” e que a vida normal tinha agora regressado à cidade de Palma.
Pouyanné disse ainda que o reinício do seu projecto, conhecido como Mozambique LNG, será “gradual” e que algumas obras já foram retomadas em Palma.
O Ruanda está a reforçar o atual contingente de 2.500 militares que combate os grupos insurgentes em Cabo Delgado, anunciou o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, que se reuniu na sexta-feira, em Kigali, com o homólogo ruandês.
Sem avançar números, Nyusi disse que na semana passada estava a desembarcar mais tropas ruandesas para ocupar lugar deixados pelas forças da SADC, incluindo em Macomia, onde os insurgentes atacaram recentemente.
Nyusi referiu que o terrorismo é um problema global e por isso deve ser combatido em parceria com outros paises, e sublinhou que os moçambicanos é que devem estar na linha da frente.
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