Movimentação de supostos terroristas obriga produtores a abandonar seus campos de produção
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 06 de Junho de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.
Para já os destaques:
🔸 Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique arranca nos próximos dias
🔸 Movimentação de supostos terroristas obriga produtores a abandonar seus campos de produção
🔸 UNICEF manifesta profunda preocupação face aos ataques violentos e sequestros de menores.
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A implementação da componente “Melhoria Habitacional”, do Projecto de Desenvolvimento Urbano do Norte de Moçambique (PDUNM), arranca dentro de dias nos quatro municípios seleccionados das províncias de Nampula e Cabo Delgado.
Segundo a AIM, trata-se da primeira fase deste programa do governo que conta com o financiamento do Banco Mundial, em 24 milhões de dólares e decorrerá nos municípios de Nampula (bairros Muhaivire e Muatala); Nacala (Ontupaia e Mataphué), Pemba (Chuíba e Mahate) e Montepuez (Nacate, Napai e Pitimbine).
Lançado em 2022 e com término previsto para 2026, num valor de 100 milhões de dólares norte-americanos, o PDNUM viu o seu prazo alargado para 2028, com um acréscimo de outros 40 milhões.
A componente de “Melhoria Habitacional” pretende, essencialmente, apoiar o melhoramento de casas precárias nos bairros peri-urbanos seleccionados através de fundações e kits de pavimentos, alvenaria, telhado/cobertura, portas e janelas e de casas de banho com fossas sépticas e reservatórios de água, o que resultará em melhoria de padrões de habitação resilientes aos eventos climáticos.
Salomão Cossa, da equipa técnica do “Melhoria Habitacional”, fez a apresentação do projecto, nesta quarta-feira, numa reunião de engajamento de partes interessadas, na qual estiveram presentes representantes dos governos distrital e municipal dos bairros e parceiros.
Agricultores de Novo Cabo Delgado, a cerca de 50 quilómetros da vila de Macomia, no norte de Moçambique, abandonaram os campos agrícolas após detectarem a movimentação de supostos terroristas.
Segundo a Lusa, os movimentos estranhos começaram a verificar-se na zona no domingo, junto às margens do rio Messalo, onde parte dos camponeses cultivam tabaco e hortícolas.
A situação afecta não só aldeia de Novo Cabo Delgado, mas também Chitoio e Litandacua, que também têm os seus campos na mesma zona, que receia novas incursões dos grupos rebeldes.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) manifestou na quarta-feira, 04 de Junho, uma profunda preocupação face aos ataques violentos e sequestros de menores na província de Cabo Delgado, após o recente incidente ocorrido no dia 11 de Maio do ano em curso na aldeia de Magaia, distrito de Muidumbe.
De acordo com uma publicação na página oficial do UNICEF, citada pela Zumbo FM, o ataque resultou na morte de três raparigas com idades entre os 12 e os 17 anos, enquanto outras oito, sendo seis raparigas e dois rapazes que foram raptadas.
O UNICEF alerta ainda para a tendência crescente de rapto, recrutamento e uso de crianças por grupos armados não-estatais, práticas que constituem graves violações dos direitos das crianças e agravam a crise humanitária na região.
Perante esta situação, de acordo com a Zumbo FM, o UNICEF afirma continuar a trabalhar com os seus parceiros no terreno para apoiar as crianças afectadas e as suas famílias.
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