Metuge acolhe mais de 77 mil pessoas deslocadas
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 08 de Fevereiro de 2024. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.
Para já os destaques:
🔸 Metuge acolhe mais de 77 mil pessoas deslocadas
🔸 Russia disponível a apoiar Mocambique na luta de Cabo Delgado
🔸 Religiosos em Niassa preocupados com ataques de Cabo Delgado
Mais de 22,500 famílias deslocadas, correspondentes a mais de 77,800 pessoas provenientes dos distritos de Palma, Mocímboa da Praia e Macomia, ainda vivem no distrito de Metuge em Cabo Delgado.
As mais de 77 mil pessoas incluem cerca de 10,600 homens, 14,800 mulheres e 52,300 crianças.
A informação foi esta terça-feira avançada por Salésio Paulo, administrador de Metuge que falava na II Sessão do Conselho Executivo Provincial.
As referidas famílias vivem em 16 centros de reassentamento assistidos pelo Programa Mundial de Alimentação, Fundação FH e Ministério Arco Íris.
O embaixador russo em Moçambique manifestou a disponibilidade da Russia em apoiar na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, caso seja solicitado, salientando, no entanto, que o apoio que o país está a receber é suficiente.
Alexandre Surikov, citado pela Lusa, falava num evento no Palácio da Ponta Vermelha, residência oficial do Governo na em Maputo, na sexta-feira.
Para o embaixador russo, a situação operacional das forças moçambicanas, apoiadas pelo Ruanda e pela SADC, está a mostrar progressos e não parece haver necessidade de mais actores no terreno.
Religiosos na província de Niassa manifestam preocupação face ao recrudescimento dos ataques terroristas em Cabo Delgado, dizendo que estão a prejudicar conquistas que haviam sido alcançadas.
O delegado adjunto do Conselho Islâmico de Moçambique e o presidente do Conselho Cristão no Niassa, Abdala Omar e Rock Manjate, disseram a Rádio Mocambique que a situação ocorre numa altura em que famílias, que haviam se deslocado para outras provinciais, regressaram às suas zonas de origem.
Contudo, os religiosos encorajam as Forças de Defesa e Segurança , da SADC e do Ruanda a continuarem a trabalhar em defesa da população, por quanto as acções terroristas estão a retardar o desenvolvimento do País.
Os lideres religiosos tambem apelaram a população a ser vigilante e aos jovens em particular, a não aderirem ao terrorismo.
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