Marinha de guerra moçambicana acusada de atacar barco de civis em Cabo Delgado
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 12 de Março de 2024. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.
Para já os destaques:
🔸 Marinha de guerra moçambicana acusada de atacar barco de civis em Cabo Delgado
🔸 Naparamas assassinam três agentes de educação cívica eleitoral em Chiúre
🔸 Continua violência contra deslocados em centros de acolhimento
As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) são acusadas de abrir fogo contra uma embarcação civil suspeito de transportar insurgentes na faixa entre a ilha do Ibo e a costa do distrito de Quissanga, na província de Cabo Delgado.
Segundo fontes da Zitamar News, os insurgentes ocupam a sede do distrito de Quissanga desde 2 de Março e a ilha vizinha de Quirimba desde 3 de Março, levando as autoridades a impor a proibição de toda a pesca na área por razões de segurança.
O barco saiu no dia 7 de Março da ilha de Quirimba e foi alvejado por um barco da marinha perto do Ibo. Não está claro se os que estavam no barco tentavam pescar, desafiando a proibição, ou se estavam sendo usados pelos insurgentes para transportar suprimentos.
Vários civis que estavam no barco ficaram feridos e os insurgentes levaram uma ambulância para tratar os seus ferimentos na aldeia costeira de Tandanhangue, a cerca de 5 quilómetros da vila de Quissanga, segundo fontes locais.
Três agentes de educação cívica eleitoral foram espancados na noite de sexta-feira até à morte após serem confundidos com terroristas, no posto administrativo de Catapua, no distrito de Chiure, em Cabo Delgado.
O acto foi protagonizado por Naparamas, grupo guerreiro tradicional que combate os terroristas na base da magia, que confessaram às autoridades governamentais o sucedido.
À Rádio Moçambique a partir de Chiúre, o director do secretariado técnico de administração eleitoral, em Cabo Delgado, Cassamo Camal, disse que o caso já está a ser investigado pela Polícia e o Serviço Nacional de Investigação Criminal.
Os ataques terroristas registados nos últimos dias nos distritos de Chiúre e Metuge, em Cabo Delgado, condicionaram o trabalho de monitoria da comissão nacional dos direitos.
Face a nova onda dos ataques terroristas, os trabalhos que seriam realizados na sexta-feira nos dois distritos foram cancelados, obrigando assim a comissão nacional dos direitos humanos, a trabalhar apenas em Pemba.
O presidente da comissão nacional dos direitos humanos, Albachir Macassar, disse, em conferência de imprensa, que das informações colhidas, foi possível constatar que continuam se registando casos de violência física, sexual e psicológica contra pessoas deslocadas.
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