Marinha de guerra acusada de negligência em incidente na costa de Mocimboa da Praia
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Para já os destaques:
🔸 Marinha de guerra acusada de negligência em incidente na costa de Mocimboa da Praia
🔸 Maior parte da população de Palma retornou ao distrito desde o ataque de 2021
🔸 Ataques que eventos climáticos provocam mais de 25 mil deslocados no norte de Moçambique.
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A Marinha moçambicana de guerra moçambicanoa não compareceu ao resgate de um navio de pesquisa russo que foi atacado por terroristase islâmicos no dia 10 de Maio na costa da província de Cabo Delgado, no norte do país.
O facto é revelado num relatório detalhado sobre o incidente publicado pela ONG anti-corrupção, Centro de Integridade Pública (CIP).
Segundo o relatório, o navio russo realizava pesquisas sobre os recursos pesqueiros de Moçambique, tendo viajado de Ponta de Ouro, no extremo sul do país até Cabo Delgado.
As revelações foram feitas por um dos pesquisadores que fazia parte dos 40 ocupantes da embarcação russa.
O navio estava parado, analisando os parâmetros ambientais da água, perto do arquipélago das Quirimbas, quando a tripulação notou a aproximação de uma embarcação, por volta das 15h00 do dia 10 de Maio.
Inicialmente, a equipe não suspeitou que se tratasse de agressores, "porque tínhamos recebido informações de que haveria uma patrulha militar naquela área".
No entanto, a situação mudou quando a equipe observou as características dos ocupantes do barco "Eram pessoas vestidas com roupas casuais, mas com máscaras, armas e facas, e se comunicavam em árabe", disse João.
O distrito de Palma, em Cabo Delgado, que em 2021 foi alvo de ataques terroristas, já está com quase a totalidade da população regressada às suas aldeias, segundo as autoridades governamentais locais.
A Secretária Permanente de Palma, Laurinda Luciano disse à Rádio Moçambique que o regresso da população resulta do restabelecimento da segurança naquela divisão administrativa.
Laurinda Luciano disse também que neste momento, a população retomou as actividades produtivas diversas que são exercidas com normalidade.
Nas últimas semanas, mais de 25.000 pessoas foram forçadas a fugir de suas casas no norte de Moçambique à medida que conflitos e uma série de desastres alimentam uma crise humanitária cada vez pior, e que corre o risco de se agravar num contexto em que operações vitais de socorro enfrentam um grave déficit de financiamento.
O último deslocamento eleva o número total de pessoas desalojadas pela violência, ciclones e agitação social em Moçambique para quase 1,3 milhão.
O alerta é da agência da ONU para refugiados (ACNUR), que apontou que situação é particularmente grave na província de Cabo Delgado, onde ataques de grupos armados não estatais continuam a provocar deslocamentos, a destruir infra-estruturas e interromper os esforços de recuperação.
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