Marinha da guerra acusada de matar pelo menos 16 pessoas na ilha em Ibo

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13 Setembro, 2025
A marinha moçambicana em exercícios.

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 12 de setembro de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.

Para já os destaques:

🔸 Caritas reclama falta de apoio para deslocados em Cabo Delgado

🔸 Marinha da guerra acusada de matar pelo menos 16 pessoas na ilha em Ibo

🔸 Reduz exportação de madeira devido ao terrorismo.

Pode ouvir esta edição na sua língua de escolha, desde Português, Emakhuwa, Kimwani, Kiswahili ou Shimakonde. Visite a nossa página, avoz.org, para escolher a sua língua de preferência ou através dos nossos canais de WhatsApp ou Telegram.


Pelo menos 16 pessoas foram mortas quando barcos, supostamente pertencentes à marinha moçambicana, abriram fogo contra civis na ilha Rolas, no distrito de Ibo, província de Cabo Delgado, no final da tarde de segunda-feira, 8 de setembro.

Segundo a Zitamar News, a maioria das vítimas eram pescadores locais da ilha de Matemo, que tinham se deslocado àquela área para pescar.

De acordo com várias fontes que falaram ao Zitamar News, os membros da marinha saíram da ilha do Ibo na tarde de segunda-feira, chegando à ilha Rolas por volta das 14h. Ao chegar à ilha, cercaram a área e começaram a disparar, causando pânico e forçando as pessoas a fugir. Duas fontes descreveram o tiroteio como um “massacre”.

Um residente de Ibo afirmou que os militares não informaram para onde iam ao deixarem a ilha, mas que sabiam que um grupo de pescadores havia viajado de Matemo para Rolas para pescar.


Em entrevista à DW, Manuel Nota, diretor da Cáritas Diocesana de Pemba, revela que a organização enfrenta graves dificuldades financeiras para prestar ajuda humanitária.

Segundo Manuel Nota, Cáritas consegue apoiar apenas uma pequena parte das famílias afectadas, quando as necessidades mais urgentes passam por alimentos, abrigos temporários e acesso a água potável.

Afirmou que "está a ser difícil devido à escassez de recursos financeiros. A tendência de disponibilidade de recursos financeiros tem vindo a diminuir dia após dia. Como Cáritas, estamos a enfrentar muitos problemas para conseguir fundos para poder realizar as nossas atividades.

A fonte, disse a DW que no mês passado, quando houve muitos ataques em Chiure, houve a necessidade de intervir, mas Cáritas não tinha fundos. Só conseguimos atender 400 famílias, quando na verdade havia cerca de 11.000 famílias.


A exportação de madeira na província de Cabo Delgado, em Moçambique, tem sofrido uma queda acentuada, atribuída principalmente à instabilidade político-militar que afecta a região.

A informação foi revelada por Leonildo Varimelo, Diretor Provincial de Terra e Ambiente, durante a IV sessão extraordinária do Conselho Executivo Provincial, realizada em 3 de setembro de 2025.

A insegurança tem limitado a presença de navios para exportação, com apenas uma embarcação tendo atracado desde o início do ano, disse.

Devido à redução nas exportações, a madeira apreendida está a ser reaproveitada localmente, principalmente na produção de carteiras escolares.

Além disso, parte dessa madeira está a ser encaminhada a alguns distritos da província para outros usos. Essa estratégia tem permitido dar algum destino útil à madeira, mesmo diante das limitações impostas pela actual situação de segurança.


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