Insurgentes capturam cinco pessoas nos últimos dias em Cabo Delgado

Listen to us here:
Android
iOS
26 Outubro, 2023

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 26 de Outubro de 2023. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.

Para já os destaques:

🔸 Insurgentes capturam cinco pessoas nos últimos dias em Cabo Delgado

🔸 Terroristas intensificam uso de explosivos em Setembro

🔸 Descoberto escândalo financeiro que afecta militares no teatro operacional norte


Os insurgentes capturaram pelo menos cinco (5) pessoas nos distritos de Macomia e Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, desde segunda-feira, 16 de Outubro, em meio a relatos de que a insurgência está com poucos recursos humanos, disseram fontes locais à Zitamar News.

Pelo menos três homens foram raptados por insurgentes, na aldeia de Awasse, em Mocímboa da Praia, no dia 16 de Outubro. Quatro dias depois, dois pescadores foram também raptados por um grupo de homens armados, usando lenços na cabeça, que se acredita serem insurgentes, perto da aldeia de Litandacua, em Macomia.

Fontes locais também relatam que vários pescadores desapareceram no regresso a Pangane, na costa de Macomia.

Pangane foi evacuada em 20 de Setembro, depois dos insurgentes terem sequestrado cerca de 30 civis da área.

De acordo com a Zitamar, os insurgentes também foram vistos a passar pelas aldeias de Nambo, Messano e Lumuamua, perto de Mucojo, na costa de Macomia, no dia 19 de Outubro.

Eles encorajaram os residentes locais a reconstruir as suas casas, garantindo-lhes que a violência do passado acabou, afirmou uma fonte local.


O mês de Setembro poderá vir a marcar uma mudança profunda no carácter do conflito na província de Cabo Delgado, com os insurgentes a lançaram uma campanha, sem precedentes, de ataques com engenhos explosivos, contra patrulhas militares, nos distritos de Macomia e Mocímboa da Praia.

O Estado Islâmico de Moçambique assumiu a responsabilidade por seis ataques com engenhos explosivos, entre 11 de Setembro e 1 de Outubro, embora apenas dois tenham sido confirmados até agora.

Ainda assim, isto representa um aumento significativo nos incidentes com explosivos, que até agora têm sido apenas uma característica ocasional dos combates.

Os ataques de engenhos explosivos visara principalmente duas estradas principais: uma entre Mbau e Limala, em Mocímboa da Praia, e outra entre Quiterajo e Mucojo, em Macomia.

Estas estradas são vias vitais para as forças de segurança. A primeira fornece acesso à base das Forças de Segurança Ruandesas (RSF) em Mbau, enquanto a outra é necessária para o movimento ao longo da costa, onde a actividade insurgente está concentrada há vários meses. Ambas as rotas são cercadas por florestas, o que permite aos insurgentes colocar explosivos e retirarem-se sem serem detectados.


Vários militares das Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM) estão sem o subsídio de empenhamento, há sensivelmente cinco meses.

Isto acontece porque uma equipa do Ministério da Economia e Finanças (MEF) constatou, durante a organização do novo sistema de pagamentos, um esquema de desvio de fundos através do subsídio de empenhamento e que passava pelo aumento de mais elementos na lista de militares que supostamente estavam a combater o terrorismo no Teatro Operacional Norte (TON), enquanto na verdade estavam nos seus postos habituais.

A informação é avançada pelo jornal "Integrity Magazine".

Segundo fontes internas das FADM, daquele jornal, o esquema consistia em efectuar os pagamentos para os referidos militares e posteriormente estes faziam transferências para os “mentores” da operação, que nos últimos anos engrossavam as listas de efectivos supostamente enviados para o Teatro Operacional Norte.

De acordo com as fontes, alguns militares que supostamente regressavam do TON, continuaram a ser incluídos no esquema, que lesou o Estado moçambicano em milhões de meticais, nos últimos seis anos da onda de ataques terroristas

Entretanto, devido ao esquema, vários militares estão sem o referido subsídio há sensivelmente cinco meses, tudo porque descobriu-se o esquema em questão.

A descoberta do esquema está também a dificultar o pagamento de dois meses de retroactivos relacionados com a Tabela Salarial Única (TSU), uma vez que se acredita que a lista enviada dos militares que ainda não beneficiaram deste “bónus do Estado”, tenha sido inflacionada pelos funcionários envolvidos no mega-esquema.

Nos últimos anos, as FADM têm sido constantemente abaladas por enormes escândalos financeiros, como a questão dos 7 mil militares fantasmas que até aqui, o Governo ainda não conseguiu dizer algo substancial, conclui o Integrity Magazine News.


Mantenha-se atualizado sobre o conflito em Cabo Delgado, através das nossas páginas de Facebook, Telegram e qualquer aplicativo Podcast.

Ou visite o nosso website avoz.org

Pode também receber as notícias no WhatsApp, todas as Terças e Quintas-feiras, mandando uma mensagem para +258 843285766, na sua língua de preferência: Português, Emakhwua, Shimakonde, Kimwani ou Kiswahili

Receba as noticias via WhatsApp e Telegram!

Para subscrever pelo WhatsApp, clique o botão abaixo e selecione o seu idioma de preferência. Por favor, salve nos seus contactos o número do WhatsApp do Plural Media. Fique tranquilo que ninguém poderá ver o seu contacto.Para subscrever pelo Telegram, clique no botão e siga as instruções no Telegram. O seu contacto não será público.

Popular

magnifierchevron-down