Insurgentes atacam aldeia em Palma
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Para já os destaques:
🔸 Insurgentes atacam aldeia em Palma
🔸 Ofensiva insurgente abranda em Chiúre após série de ataques
🔸 Estado desconhece perfil dos insurgentes, afirma pesquisador.
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Após uma série de ataques no sul da província de Cabo Delgado, especificamente nos distritos de Ancuabe e Chiúre onde para além de mortes causaram a fuga da população em milhares pessoas, na quarta-feira pelas 22h30 um grupo de insurgentes desencadeou um ataque contra a aldeia Maputo zona limítrofe entre os distrito de Mocímboa da praia e Palma.
A informação foi avançada pelo portal Moz24h mas sem fornecer mais detalhes. Nas redes sociais, relatos indicam que no ataque a aldeia Maputo os insurgentes saquearam bens da população e queimaram algumas residências da população.
A ofensiva do Estado Islâmico em Moçambique (EIM) na região sul da província de Cabo Delgado abrandou nos últimos dias, após uma série de ataques a aldeias e civis no distrito de Chiúre.
A redução na actividade segundo Zitamar News, coincide com a chegada de destacamentos militares e confrontos com a milícia local Naparama.
Apesar do recuo temporário, os ataques já provocaram uma grave crise humanitária, com mais de 40 mil pessoas deslocadas.
Zitamar nota que a recente ofensiva insurgente concentrou-se em aldeias localizadas a leste e oeste da estrada nacional N1, no distrito de Chiúre como Napala, situada a sul do posto administrativo de Chiúre-Velho e a cerca de 4 km do rio Lúrio. Nesta comunidade dois civis foram capturados e executados.
No dia seguinte, 27 de julho, o grupo reivindicou outro ataque à aldeia Kimila, onde queimaram várias casas e mataram uma pessoa. No entanto, algumas fontes sugerem que o nome "Kimila" pode referir-se à aldeia Mahipa, já que há relatos de fuga em massa da população local nesse mesmo dia.
Mahipa está situada a sul da vila de Chiúre, perto da estrada N1. Também nesse dia, insurgentes foram avistados no posto administrativo de Ocua, a oeste da N1, o que levou à mobilização de milicianos Naparama das aldeias vizinhas.
A 28 de julho, 18 membros da milícia Naparama morreram numa emboscada insurgente nas matas de Melija, na zona Samora Machel, no posto administrativo de Ocua. Segundo Xavier Celestino, comandante local da força, o grupo foi surpreendido pelos insurgentes e caiu numa emboscada.
O Estado Islâmico reivindicou o ataque e divulgou fotografias que mostram 14 combatentes Naparama mortos.
A violência prosseguiu a 31 de julho, quando os insurgentes atacaram a aldeia Marera, também em Chiúre, matando e capturando quatro pessoas, segundo mais uma reivindicação do grupo.
No mesmo dia, residentes da vila de Metoro, no distrito de Ancuabe, relataram a chegada de mais de dez viaturas militares com tropas destacadas para a região.
A última atividade insurgente reportada no distrito de Chiúre ocorreu a 2 de agosto, na aldeia Namogelia, próxima da fronteira com o distrito de Namuno.
O professor universitário e académico Zito Pedro afirmou que o Estado moçambicano ainda não tem um perfil claro dos insurgentes que actuam em Cabo Delgado.
Tal facto segundo o académico Zito Pedro em entrevista a Zumbo FM dificulta o combate aos ataques terroristas e a proteção da população.
Por isso, entende o analista que a infiltração dos serviços secretos nos grupos terroristas, seria um factor essencial para recolher informações cruciais.
Segundo ele, apesar dos quase oito anos de conflito, o governo continua sem informações claras sobre o financiamento, recrutamento e logística dos grupos armados continuam esporádicas e incompletas.
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