Doze terroristas mortos pelas FDS em Nairoto
Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 20 de Junho de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.
Para já os destaques:
🔸 Doze terroristas mortos pelas FDS em Nairoto
🔸 Terroristas forçam abandono de garimpeiros ilegais em Meluco
🔸 População de Macomia denuncia politização da distribuição de apoio humanitário.
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Combatentes do Estado Islâmico de Moçambique (EIM) que retornavam da província de Niassa sofreram um golpe significativo em 3 de Junho, perdendo pelo menos 12 combatentes em uma emboscada das FADM.
Segundo uma fonte local do Cabo Ligado, o grupo havia atravessado a estrada R698 entre Nairoto e Ntele e parado para comprar comida perto do rio Messalo quando as FADM atacaram.
A emboscada ocorreu não muito distante do projeto de ouro da Gemfields em Nairoto, acrescenta o Cabo Ligado, na sua edição mais recente publicada na quarta-feira.
Apesar do ataque, os combatentes do EIM conseguiram escapar, admitindo que os combatentes sobreviventes, alguns dos quais estrangeiros, sofreram alguns ferimentos, mas conseguiram rumar para leste passando por aldeia Minhanha, no distrito de Meluco.
Um grupo de garimpeiros abandonou uma mina de extração de pedras preciosas em Meluco, província moçambicana de Cabo Delgado, face à presença de um grupo de supostos terroristas, disse à Lusa fonte oficial.
Segundo a fonte, a presença destes terroristas na área da mina de Matandane, em Minhanha, a 30 quilómetros da sede de Meluco, aconteceu por volta das 12:00, da Quarta-feira, quando os garimpeiros trabalhavam no local.
“Os terroristas invadiram a mina de Matandane e os garimpeiros fugiram”, relatou a fonte, a partir de Meluco.
A invasão da mina de Matandane aconteceu um dia após a Força Local retirar os elementos que garantiam a segurança na área.
A população do distrito de Macomia alega que enfrenta dificuldades na obtenção do apoio humanitário alimentar, apontando que há casos de suborno e discriminação na base de cor partidária.
Segundo moradores entrevistados pela Zumbo FM, a suposta exclusão está relacionada a critérios partidários adotados por alguns membros do Governo local, que são preferências aos membros do partido no poder.
Há dificuldades em receber este apoio, porque os nossos colegas do Governo aqui têm a sua forma de atender às pessoas. Atendem bem só os membros que pertencem ao partido deles, disse um residente.
Os secretários dos bairros fazem o que eles entendem, para nós subornarmos, para tirarmos dinheiro e eles colocarem os nossos nomes lá, queixou-se outro residente.
Os moradores de Macomia pedem igualmente o alargamento do apoio humanitário ao posto administrativo de Mucojo, onde regista-se retorno da população.
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