Coreia do Sul doa cinco mil toneladas de arroz para deslocados em Cabo Delgado

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4 Julho, 2025

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 04 de Junho de 2025. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média.

Para já os destaques:

🔸 Comissão Nacional de Direitos Humanos investiga 'massacre' de civis em Palma

🔸 Coreia do Sul doa cinco mil toneladas de arroz para deslocados em Cabo Delgado

🔸 Presidente da República apela retoma das operações da TotalEnrgies.

Pode ouvir esta edição na sua língua de escolha, desde Português, Emakhuwa, Kimwani, Kiswahili ou Shimakonde. Visite a nossa página, avoz.org, para escolher a sua língua de preferência ou através dos nossos canais de WhatsApp ou Telegram.


O Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos de Moçambique, Albachir Macassar, anunciou a criação de um comité de investigação sobre alegadas violações de direitos humanos cometidas pelas forças militares moçambicanas em Cabo Delgado, entre Abril e Junho de 2021.

Segundo a imprensa, relatórios apontam que militares destacados para proteger as instalações da Total detiveram residentes locais, submetendo-os a tortura e execuções extrajudiciais enquanto protegiam o projeto de gás natural.

A comissão pretende apurar os factos, identificar os responsáveis e apresentar recomendações com base nas conclusões.


A República da Coreia doou 5 mil toneladas de arroz para apoiar mais de 230 mil pessoas vulneráveis afetadas pelos conflitos armados em Cabo Delgado, Moçambique.

O anúncio foi feito em 2 de julho de 2025, em Pemba, pelo embaixador coreano Bok Won Kang, durante a cerimônia de entrega ao Governo moçambicano e ao Programa Mundial de Alimentação (PMA).

A doação integra um esforço mais amplo da Coreia, que pretende distribuir 150 mil toneladas de arroz a 17 países em 2025, mantendo Moçambique como um dos principais beneficiários. O apoio visa combater a insegurança alimentar em comunidades deslocadas pela violência.

As autoridades moçambicanas e o PMA agradeceram o gesto, destacando a importância do reforço da cooperação internacional no enfrentamento da crise humanitária no norte do país. As autoridades consideram que acção fortalece os laços entre Moçambique e a Coreia e contribuirá para melhorar as condições de vida das populações afetadas.


O presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou à TotalEnergies para retomar o megaprojeto de gás natural liquefeito (GNL) na Área 1, em Palma (Cabo Delgado), apesar da situação de segurança ainda frágil.

Durante um discurso em Sevilha, Espanha, Chapo destacou que a estabilidade da região é responsabilidade conjunta do governo e dos parceiros privados, defendendo que não se deve esperar por um cenário totalmente seguro para avançar com o projeto de 20 mil milhões de dólares.

O projecto permanece suspenso desde os ataques insurgentes de 2021, embora tropas do Ruanda tenham ajudado a melhorar a segurança. A TotalEnergies continua a avaliar o reinício das obras, que poderiam prolongar-se até 2029. A empresa já renegociou financiamentos com credores, incluindo um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares aprovado pelo Banco de Exportação e Importação dos EUA.

O governo moçambicano insiste na urgência da retoma, mas reconhece que a decisão final depende da evolução da situação no terreno e da própria TotalEnergies. Enquanto isso, os trabalhos de engenharia seguem, com expectativa de que a produção de GNL comece dentro de quatro anos.


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