Continuam azedas as relações entre as FDS e a população de Macomia

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18 Julho, 2024
Membros da Equipa de Combate Bravo da SAMIM efectuando patrulhas no Mercado de Pangane, ao longo da costa do Norte de Moçambique. Foto: SAMIM

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 18 de Julho de 2024. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.

Para já os destaques:

🔸 Forças Ruandesas acusadas de ocupar casas de deslocados

🔸 Continuam azedas as relações entre as FDS e a população de Macomia

🔸 Meninas forçadas a casar com terroristas, denuncia Save the Children


As tropas ruandesas que ajudam no combate à insurgência em Cabo Delgado sao acusadas de ocupar residências em Mocimboa da Praia pertencentes a deslocados.

Algumas vítimas disseram ao canal televisivo privado TV Sucesso que tentaram voltar às suas zonas de origem, mas está impossível devido à ocupação, e que a mesma foi feita sem comunicação prévia aos proprietários das casas.

O administrador do distrito, Sérgio Cipriano, reconheceu a situação e disse que está acima das capacidades do governo distrital, tendo encaminhado a outras instâncias superiores.


A população do distrito de Macomia, província de Cabo Delgado, acusa as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), de ter outras intenções para além de proteger a população.

Manuel Banze, residente do distrito de Macomia, disse à Zumbo FM que os maus tratos perpetrados por alguns membros das Forças de Defesa e Segurança estão a azedar cada vez mais as relações entre as duas partes e questiona as reais intenções das FADM.

Ivete Ambrósio, outra residente do distrito de Macomia, disse que a população está desesperada com a actuação de alguns membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

Maria Alberto, outra residente, acrescentou que as Forças de Defesa de Moçambique, afectos nesse distrito, não estão para proteger a população, mas sim, humilhar a mesma e na sua própria terra.


A Organização Não Governamental Save the Children denunciou, na segunda-feira, que muitas meninas raptadas pelos terroristas na província de Cabo Delgado são forçadas a casar com os integrantes daquele grupo.

Paula Sengo Timane, um dos autores de um estudo da organização Save the Children, disse à DW que a situação pode aumentar, uma vez que os ataques impedem que as crianças nas áreas mais afectadas recebam apoio e proteção necessários.

Segundo Paula Sengo Timane, durante o trabalho do campo, a Save the Children constatou que os terroristas utilizam raptos, violações e casamento forçados de forma sistemática como arma de guerra.

A fonte acrescentou que devido a situação económica e social ser catastrófica em algumas zonas, há casos em que os pais decidiram por conta própria casar as filhas menores com os terroristas.


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