Chume nega que se esteja diante de recrudescimento
Na explicação, as últimas movimentações terroristas a sul da província não passam do que considera “pequenos” grupos que saíram da região denominada “Namarussia”, em Macomia, para o sul da província. E nisto, apontou o governante, dois ou três terroristas armados são capazes de criar um grande pânico no seio da população, ao disparar e, com a fuga da população, incendiar casas.
“O que aconteceu é que há grupos pequenos de terroristas que saíram lá os seus quartéis na zona de Namarrusia, como temos dito que é a base deles. Foram mais a sul, atacaram algumas aldeias e criaram pânico. Quero aqui dizer que dois ou três terroristas armados que chegam numa aldeia que não estão lá as forças armadas, nesta era das tecnologias a informação é difundida muito rapidamente e cria pânico, não só naquela aldeia, mas a nível nacional e internacional” – disse Chume, assegurando que as forças armadas estavam a trabalhar com todos os intervenientes para assegurar que sejam criadas condições que garantam cada vez menor propensão da radicalização em Cabo Delgado e noutros cantos do território nacional.
Neste momento, o que se pode garantir com a devida segurança, no entendimento de Chume, é que os terroristas jamais voltarão a ter possibilidades de protagonizar ataques a vilas e ocupá-las como aconteceu no passado, com a ocupação “temporária” das vilas de Mocímboa da Praia, Macomia e Palma.
“Há sim terrorismo, mas vamos continuar a combater. Mas não há-de voltar a acontecer o que aconteceu no passado. Nós estamos firmes nisso, mas vamos assistir situações como estas que aconteceram em Metuge e outras zonas atacadas, que não podemos evitar. A nossa missão, como forças de defesa, é de negar que o terrorismo volte a florescer, não só em Cabo Delgado, mas em todo o território nacional” - garantiu Cristovão Chume, falando, nesta quinta-feira, no âmbito da reunião com uma delegação da União Europeia.(Redacção)