Ataques forçam encerramento de oito delegações do IPAJ

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13 Março, 2024

Saudações! Seja bem-vindo à edição de "A Voz de Cabo Delgado" para 14 de Março de 2024. "A Voz de Cabo Delgado" é um espaço noticioso produzido pela Plural Média, em parceria com o projecto Cabo Ligado.

Para já os destaques:

🔸 CDD exige responsabilização dos Naparamas pelo crime contra agentes do STAE

🔸 Ataques forçam encerramento de oito delegações do IPAJ

🔸 Insurgentes deixam Quissanga quase uma semana depois (Mediafax).


O Centro para a Democracia e Desenvolvimento exigiu, na terça-feira, a condenação da força paramilitar “Naparamas”, depois desta ter morto três agentes de educação cívica eleitoral em Katapua, distrito de Chiure.

O Director do CDD, Adriano Nuvunga, falando em entrevista à RFI, disse que o grupo tem estado a violar os direitos humanos e acusou as autoridades moçambicanas de serem coniventes com os Naparamas.

Os três agentes eleitorais foram assinados sob suspeitas de serem terroristas.


O IPAJ ainda está com as delegações sem funcionar em oito distritos de Cabo Delgado, devido aos ataques terroristas.

Trata-se das delegações distritais de Mocimboa da Praia, Palma, Macomia, Ibo, Quissanga, Meluco, Nangade e Muidumbe.

O delegado provincial do IPAJ , Hermenegildo Muapala, disse à Zumbo FM que a situação dos ataques terroristas veio a condicionar o desempenho das actividades e comprometer as metas.

Muapala disse ainda que existe vontade para reabertura dos serviços nos distritos de Palma, Mocímboa da Praia e Macomia, por haver sinais de segurança.


Insurgentes que estavam em Quissanga desde 3 de Março começaram a deixar a vila entre domingo e segunda-feira, de regresso às densas matas do distrito de Macomia.

Fontes locais contaram ao Mediafax que o grupo destruiu várias infraestruturas, com maior ênfase as das do governo, e levaram consigo vários bens pilhados, incluindo chapas de zinco, computadores, televisores e colchões.

Eles também levaram uma ambulância, motorizadas, tractores e vários produtos alimentares. De acordo com as fontes, tudo foi carregado em barcos.

Não há indicação de ter havido oposição das Forças de Defesa e Segurança, alegadamente por falta de meios, particularmente armamento capaz de alcançar alvos a distâncias consideráveis.


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